A água é a semente paisagem que o teu corpo busca a cada palavra da chuva, a cada teu olhar para os meus silêncios que só a noite consegue fumar dentro da casa. A tua voz quase uma flor de luz no tecto da minha vida, e murmuras a inaudível pedra na mão do poeta.
Do rio às raízes dos teus braços, os dedos lábios na palma do amanhecer, o tocar
a tua pele quase espuma quase gota nos olhos envenenados do desenho desejo.
A tua sombra deita-se sobre o rio que escreve no dia o teu seio, transpira a lua de mel no coração da gaivota que o rio acolhe na lágrima e tu,
quase estátua nos meus olhos.
Quase água o perfume do teu corpo, quase palavra cada sílaba do teu respirar, quase
a alvorada que caminha e que te sorri, acreditando ela que o mundo está quase louco, e não o está; e não o sente...
Tão pouco!
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