Do fogo que o rio semeia no dia o teu cabelo se deixar arder na boca do sol poema, que eu serei também o olhar da chuva se não houver primavera andorinha no teu seio.
Do rio às raízes do meu cigarro uma nuvem de luz para que o teu corpo nu seja um desenho de luz...
Na saliva do desconhecido vento quase gente só.
Só gente que a sonolência deixou sobre a paixão de um livro, se cada palavra for uma janela para o meu sorriso e tocar no teu ombro e beijá-lo como se fosse uma fotografia no espelho da chuva.
Do fogo que o rio semeia no dia outra pessoa também outra morada numa espessura mínima quase noite quase sentida vida.
A água é invisível dentro do sítio exacto onde está o teu corpo, nua uma cidade portuária rompendo a lua cheia...
Galgando as árvores que estão na mão do comboio, um apito para o sótão, mas a casa quase também uma carta ou uma lâmpada negra que a noite faz levitar na mão do meu coração.
Do fogo os teus lábios de quase mel!
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