15 dezembro 2024

É só um livro de luz que esconde o nome no poema

É só um livro de luz que esconde o nome no poema que seduz o sombreado silêncio, 

folheadas pétalas que incendeiam a lua de mel que o rio transporta na mão, que o mundo está louco de luz e migalhas de cores mil versos. 


Em cada palavra um desenho que só a noite sabe escrever no interior da casa, da chuva se não houver primavera se não houver outro rio recusando beijar a maré desta cidade perdida... 

É só um livro de luz para o dia que cresce e que quase bruma acontece no meu sorriso. Um livro 

que quase é espuma quase pássaro quase que uma árvore no chão terra. 


É só um livro de luz que esconde o nome no poema que voa sobre o mar e da suavidade razão do desconhecido vento, quase gente ausente destes arautos comestíveis, 

saber que no infinito há uma pedra sendo degolada pelo meu nome, na mão do poeta. 


É só um livro de luz para o meu olhar tocar no inferno... 

Que esconde o nome no poema!


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