16 dezembro 2024

Na tua pele pétala

Mas toco na tua pele pétala quase página de um livro de luz para o meu olhar eu tocar quase no poeta, 

eu quase que beijo o poeta que terei nas pálpebras as árvores que estão no teu seio, 

e eu também o toco e também eu o beijo 

antes que a lua seja um desenho desejar-te na saliva do meu cigarro ausente e demente. 


Da tua pele pétala que o rio está quase poesia e a aldeia suspensa numa cadeira envolvida na mão do desconhecido vento, sentindo 

o perfume do sol poema que voa sobre o mar, recusando beijar o corpo quase cheiro quase água quase inverno. 


O inferno chão que a terra sagrada é uma lâmpada destinada ao fracasso, que a vida é uma mentira, mas apenas uma janela amada para o meu destino... 


Sentido o orgasmo da chuva se das nuvens um palhaço de cera saltitando no jardim junto ao baloiço menino que está quase pronto para o dia da criança, 

e a tua pele pétala quase toda molhada na boca do corpo poeta.


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