Deus, entidade singular sem número de identificação fiscal, e o meu corpo quase palavra quase também uma fotografia no espelho da chuva.
Deus, um silêncio no coração da gaivota que o mundo vai ser um relógio,
Esperança tive-a por duas horas, nos nocturnos minutos depois da solidão mergulhada em deus,
E se a água estiver a mentir?
E se o capim também ausente estiver a mentir, se deus quiser ir ao portão ele vai, quase noite quase vida...
Deus, entidade pai fecundar-me na algibeira da minha sombra, vestida, incendiar-me com olhos azuis na cabeça do sol poema que seduz o sombreado silêncio.
Deus, a lareira encarregar-se-á do restante quase noite que eu tenho na mão,
Um livro um poema absorvido por mim e de pedra e estrelas na tua voz.
Deus, o dia filho que não tem descanso para o meu corpo, a árvore da chuva se das nuvens uma coisa disfarçada de pássaro quase desejo, desce a calçada.
A palavra que escrevo no planalto sorriso do meu cigarro, depois o meu olhar a tocar a lua não luz não luar,
Não migalhas uma janela amada para ti também para mim um
Astro que não é sinónimo de poesia e que morrerá dentro do cubo de vidro.
Então deus submete-se ao rigor polígrafo da nação hostil que não tem paciência para fazer versos,
E a charrete transpira pequenas gotinhas de sémen, centeio no feliz pinhal de luz,
Que quase bruma acontece no primeiro instante de insónia...
Deus!
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