Tua mão na minha mão
Os pássaros são os teus olhos que são silêncios que não têm madrugada quase que morria sabendo que o mundo é uma lâmpada destinada ao lado esquerdo da chuva.
A palavra que escrevo no meu nome
Ser soldado desta cidade portuária
Ser rio quando o livro é uma pedra verde e dos plátanos oiço o néon gemido suspenso para a viagem
Qualquer coisa uma outra pessoa outra coisa uma outra vez que
A tristeza
A água.
Que bom o aspecto
Do vento que dorme na rua poesia que não é uma pedra...
Janela amada ou quase morte deste pobre homem.
Porque escrevo se eu fosse um barco de luz
Ou um abraço no inferno chão terra da tua voz.
Vou sobrevivendo para que a sonolência tenha a noite e que quase ninguém vai ficar bem e felizes juntos até amanhã beijinhos até morrer amar-te
O sono.
É o poema que voa sobre a secretária que me espetou a lua de mel no coração.
Cada palavra outra janela para o meu nome.
A rua nua pela lágrima escuridão do silêncio
A sílaba casa da terra que enlouquece os meus olhos
Gatafunho Unhos o que sobrou da tua mão para o meu olhar tocar quase o vermelho.
Do meu cigarro não sei quem é a pedra que sente
Gota a água gota de sangue
O corpo apenas está quase
Sendo lua de uma sílaba amor desejo
A primavera.
O orgasmo que morde a senhora do mar e da suavidade razão também o merecido dia outra vez a noite
Outra vez o dia outra vez a noite
E o que importa é que a lua divina seja a mesma hora e a minha sombra
Sob as árvores que estão em deus as gotinhas do milagre
O relógio.
Matriz transposta não uma pergunta sobre o som da casa depois nova palavra uma pedra na mão do poeta
A madrugada
Eu sei lá só se o capim esconde o meu destino?
Que quase bruma a água palavra?
Tua mão na boca da minha mão
O beijo.
Os socalcos pássaros que estão na saliva do meu jardim
As labaredas flores prometidas que um miúdo tem na mão
A terra sagrada da chuva manhã quase que uma pequena pétala de sorriso cidade que não é uma mentira
A tua mão.
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