13 dezembro 2024

Marinheiro

Foge da sombra o marinheiro cansaço do desconhecido vento 

Há uma mulher despida na cama acreditando que não é uma mentira 

Mas um silêncio de luz para o dia 


Se hoje uma nuvem amanhã uma pedra sendo degolada pelo meu coração 

o cigarro é um pedaço de vidro que lança para o sótão o rio 

a ponte está quase cheia de sono se a casa estiver pronta para ir para o meu olhar... 


Abraça a sombra o marinheiro cansaço no mastro da chuva o arco da terra nua até descalça na saliva do soldado 

o medo uma língua de fogo que o amar arde na cabeça do meu silêncio 

o menino medo que a minha sombra vestida de gaivota primavera andorinha 

e o barco voa nas palavras da solidão mergulhada em deus 

gotinhas que não têm corpo nem nenhuma espuma para o chão


Sem comentários:

Enviar um comentário