Foge da sombra o marinheiro cansaço do desconhecido vento
Há uma mulher despida na cama acreditando que não é uma mentira
Mas um silêncio de luz para o dia
Se hoje uma nuvem amanhã uma pedra sendo degolada pelo meu coração
o cigarro é um pedaço de vidro que lança para o sótão o rio
a ponte está quase cheia de sono se a casa estiver pronta para ir para o meu olhar...
Abraça a sombra o marinheiro cansaço no mastro da chuva o arco da terra nua até descalça na saliva do soldado
o medo uma língua de fogo que o amar arde na cabeça do meu silêncio
o menino medo que a minha sombra vestida de gaivota primavera andorinha
e o barco voa nas palavras da solidão mergulhada em deus
gotinhas que não têm corpo nem nenhuma espuma para o chão
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