07 dezembro 2024

A água vida quase noite nos teus olhos

A água vida quase noite nos teus olhos. 

São palavras os teus lábios de quase sós as árvores no inferno chão da chuva, são quase destino os pássaros que não têm alma, quase meninos 

os plátanos da minha rua. 


O beijo boca escorre e eu toco no inferno de uma luz para que os muros do teu corpo sejam apenas flores prometidas que um abraço desenha na mão do poeta. 

A água vida quase noite nos teus olhos, perdidos entre duas estrelas, os teus seios são o perfume do sol, e a pedra sente o meu olhar capaz de rasgar os dedos lábios na pele do poema... 


Me inspiram os teus olhos quando a ardósia chuva regressa pela manhã quase janela, e a água vida quase noite, 

nos teus olhos acordam os pássaros do teu cabelo, e quase só a ausência do soldado neste labirinto desejo de pegar na tua mão e escrever os versos que o teu corpo me dita entre os parêntesis do silêncio e a pedra onde me sentava... 


A água vida quase noite nos teus olhos, 

e quase dia 

nas estrelas do teu cabelo.


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