O que sobrou da chuva depois do meu cigarro se ausentar da casa, depois da chuva o que sobrou do sol poema que voa sobre o teu cabelo, o que sobrou de tudo isto depois da terra ter parado de girar.
O que sobrou do mar depois do jantar, o que sobrou da casa depois do desconhecido vento,
o que sobrou de o rio depois do silêncio regressar ao verde dos teus olhos...
O que sobrou de mim de nada ter sobrado e de pedra sobre pedra o teu orvalho na saliva do soldado, o que sobra para o meu olhar depois de morrer a tempestade,
o que sobra de um corpo depois
do cancro?
O que sobra da chuva depois da morte...!
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