07 dezembro 2024

O que sobra da chuva depois da morte...!

O que sobrou da chuva depois do meu cigarro se ausentar da casa, depois da chuva o que sobrou do sol poema que voa sobre o teu cabelo, o que sobrou de tudo isto depois da terra ter parado de girar. 


O que sobrou do mar depois do jantar, o que sobrou da casa depois do desconhecido vento, 

o que sobrou de o rio depois do silêncio regressar ao verde dos teus olhos... 


O que sobrou de mim de nada ter sobrado e de pedra sobre pedra o teu orvalho na saliva do soldado, o que sobra para o meu olhar depois de morrer a tempestade, 

o que sobra de um corpo depois 


do cancro? 


O que sobra da chuva depois da morte...!


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