26 novembro 2024

Rua nua lição em deus

Rua nua lição em deus, gotinhas que não têm corpo, e apenas com a alma, não têm a certeza que a lua sémen deixou sobre a terra, o que deixou sabendo toda a tarde que ele quase nada tinha,

E mesmo assim,

Quando romper a paixão e absorver e comer a casa, a rua

Impressa no espelho de pouca dura, das infringentes escadas para o sótão e deixou de pertencer ao meu corpo,

Sendo assim,

Demito-me das funções de guardião de sonhos, porque nem para pastor tenho jeito.


Do aleijo pouca sorte quando roubaram todos os pássaros do meu coração, e sentindo as palavras a desfazerem-se como pedras apedrejadas no sítio exacto onde tenho o teu cabelo e se aquece naquela estrada sem o saber...


O meu corpo é sinónimo de rua nua lição em deus, o prazer

E o te ler, não

Não talvez seja preciso um relógio, o abraço

Merecendo outra mulher que não tem de ser lua

Ou soldado infame, pum

O disparo de uma sombra encadeando muralhas e vernizes e eu serei também amado?

Naquela estrada sem o saber, se esconde o teu corpo nu amo-te mais secreto do que o mundo...


Diria que não têm nada a saber sobre as pinturas do desconhecido, que não têm nada para fazer para viver com os meus silêncios ou quase morte, morte

Do corpo que transpira a dor.

Às vezes é a terra que enlouquece, mas fatiando o luar se percebe que não é uma lâmpada, destinada

Ao sabor dos viajantes quase dizimados, quase nada

E tudo apenas,

A rua nua, a janela encerrada, e o preço da fama

Também,

Gota de nada, é uma pedra?

Se a rua me diz que a lua é as tuas coxas e que amanhã vai haver um abraço no meu sorriso...


Como se chamará aquela rua

Nua,

Lição em deus?


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