Rua nua lição em deus, gotinhas que não têm corpo, e apenas com a alma, não têm a certeza que a lua sémen deixou sobre a terra, o que deixou sabendo toda a tarde que ele quase nada tinha,
E mesmo assim,
Quando romper a paixão e absorver e comer a casa, a rua
Impressa no espelho de pouca dura, das infringentes escadas para o sótão e deixou de pertencer ao meu corpo,
Sendo assim,
Demito-me das funções de guardião de sonhos, porque nem para pastor tenho jeito.
Do aleijo pouca sorte quando roubaram todos os pássaros do meu coração, e sentindo as palavras a desfazerem-se como pedras apedrejadas no sítio exacto onde tenho o teu cabelo e se aquece naquela estrada sem o saber...
O meu corpo é sinónimo de rua nua lição em deus, o prazer
E o te ler, não
Não talvez seja preciso um relógio, o abraço
Merecendo outra mulher que não tem de ser lua
Ou soldado infame, pum
O disparo de uma sombra encadeando muralhas e vernizes e eu serei também amado?
Naquela estrada sem o saber, se esconde o teu corpo nu amo-te mais secreto do que o mundo...
Diria que não têm nada a saber sobre as pinturas do desconhecido, que não têm nada para fazer para viver com os meus silêncios ou quase morte, morte
Do corpo que transpira a dor.
Às vezes é a terra que enlouquece, mas fatiando o luar se percebe que não é uma lâmpada, destinada
Ao sabor dos viajantes quase dizimados, quase nada
E tudo apenas,
A rua nua, a janela encerrada, e o preço da fama
Também,
Gota de nada, é uma pedra?
Se a rua me diz que a lua é as tuas coxas e que amanhã vai haver um abraço no meu sorriso...
Como se chamará aquela rua
Nua,
Lição em deus?
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