O dia encosta a noite ao arame farpado que separa a luz
da pedra incendiada
o dia começa a recordar-se dos últimos minutos de ontem,
e o que há para recordar?
Que ontem foi sexta-feira, vinte e dois de Novembro do ano da graça de deus de dois mil e vinte e quatro,
e perante mim poeta foi dito e foi escrito,
que o dia, afinal, o dia de ontem não existiu,
E tenho duas testemunhas que depois de lido em voz alta este poema,
Irão assinar e colocar a respectiva impressão digital.
O dia encosta a noite ao arame farpado que separa a luz
da pedra incendiada, e sempre que chove lembro-me de Belém e do Tejo e de uma espingarda.
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