Dia outra pessoa, outra janela
30 de Novembro de 2024
04:56
Dia outra pessoa, outra janela
a casa é uma horinha a cada milhão em o sorriso
descer a avenida,
o sol perto, no inferno
e eu toco no inferno, e eu medito
e medo,
para ser embalado preciso que a sonolência ausente, regresse, a tua mão
o silêncio perfeito do sítio invisível dentro do possível e do nosso coração.
Dia outra pessoa.
A biblioteca está quase a chegar ao verde dos teus lábios,
e peregrinos meninos, descalços sobre o mar.
Tragédia da chuva se nada para descrever o meu olhar, as coisas sem nome, mas também lá fora, angústia que não passa.
E se a janela encerrada não uma sombra
mas um abraço?
Ufa, quase que morria sabendo que o rio está em casa, mas
também outra morada para o sótão,
outro sótão, noite escadas, moças quase erguidas nos olhos da casa.
E dos estorninhos tão habituados que ainda respiro, mas
finjo não pensar, para quê pensar?
O que for será, que o mundo está louco, e depois o meu corpo quase uma pedra, pedra
árvore.
Dia outra pessoa,
ratazana
Gunter Grass, todos nós o somos depois da chuva, outra chuva, depois a solidão, também ratazana, também Gunter Grass. Pessoa
dia de luz para o sono, página do desconhecido, vento
o vento queimar a boca,
eu louco e ela louca,
dia outra pessoa,
nova miséria, nas palavras
entre as labaredas em deus, gotinhas
do dia;
Outra pessoa! Poesia!
Sem comentários:
Enviar um comentário