A viagem, é uma troca de corpos e de cores,
é uma pedra de luz migalhas numa janela também não pertencer ao verde dos viajantes...
Vestida de gaivota vende-se o livro à porta da igreja.
Masturba-se o sentido abade sob o triciclo universal destino, finge não sentir nada
quando o livro é pegado e acariciado pela lágrima, e nem todas as mulheres são mães, mas todas as mães são mulher,
paciência, peço perdão desculpa sentidos pêsames.
Gostava tanto desta nuvem. Hoje apenas a relembrar os ciúmes dos plátanos e dos estorninhos, tão porcos feios barulhentos e negros. Diatonicamente escrevendo, são negros como verde são os teus olhos.
Como amarelo eram os muros. Oiço o último apito antes de descolarmos subindo as escadas até ao céu, o final apeadeiro, tudo como dantes e amanhã,
- O senhor sim o senhor o seu bilhete?
Folheio-a e mesmo assim não contentes não sombra levam os muros para o sótão, que comédia, que terror não o sono não a sombra não o dia.
A viagem. A criança recusa terminantemente despedir-se do avô, e o avô coitado em lágrimas, o apito em pequenas dimensões para o que eu tinha visto antes de adormecer.
O livro ainda junto à igreja, o sémen em cada silêncio página, horrível
O desencontro está quase pronto para que horas tais, o apito
cambalhota sobre o mar. A cor. Que dói quando o livro é sinónimo de rua, de prazer em ter inventado o poema.
Que quer dizer que o mundo é uma lâmpada...
Que bom o aspecto deste passeio, não sombra de dúvida constante, não ter apenas migalhas para fazer o teu seio.
Que horas sais daí não têm corpo nem
Maré. O barco é.
Quase também ausente destes dias que não tinha paciência para fazer hoje, ler e no ensaio
leio poesia,
penso no Álvaro de Campos.
Penso no Mário de Sá-Carneiro.
Penso no revólver dos teus olhos, começa
o poema caminhada tua mão na voz quase tão cristalina como
o luar.
Senta aqui. Outro menino que não tinha paciência também
para o sono. Quase não comia pétalas de rosa, quase que morria de não comer,
pétalas de rosa,
quase que a vida um relógio e um sopro perto do mar.
Quase,
depois da solidão mergulhada em quê, se nem um pedaço de ti, sobrou.
Outro menino, não
estamos quase a desaparecer no capim, e sei
quando uma espingarda dispara um beijo.
Adeus. Sobremesa o mar sabendo que o rio está quase quase pronto,
para ser embalado e enviado para a tua mão.
A viagem, descida do soldado que está quase para o teu cabelo,
Adeus.
Rua da chuva. O machimbombo.
Só.
Sem comentários:
Enviar um comentário