29 novembro 2024

Ouves o sorriso da terra a girar?

Ouves o sorriso da terra a girar?

A distância entre duas estrelas, as paredes quase abraçadas,

as folhas brancas nada incomodadas

pela escuridão do sol, poema

se tu fores palavra, se tu

fores despida,

deslumbrante a tristeza enquanto roda, três passos

uma dúzia de lugares.


Sentados. Sob a casa sombra também não pertencer às paredes, sítio o

teu cabelo deixar, arder

beijar o vento, queimar o corpo

com a língua do luar.

Ouves o sorriso da terra a girar?


Depois falamos sobre o rio na mão do comboio, um apito

que a sonolência ausente ferve na saliva, a ribeira do desconhecido, mais secreta e além

as cartas do sol, uma por uma, pedra na boca escorre o sargaço,

morde o labirinto preso na noite, da chuva

o beijo da mãe na filha adormecida pelo cansaço.


O chão calcinado e não tem nada para fazer, e não tem nada para descrever na culpa da casa.

Morrer depois da tua voz quase geada, mas fatiando

a mão percebeu que não tinha paciência para o sótão, mas

o destino mais secreto do mundo o abraço,

todos temos que fazer um relógio, ao contrário

acordar, não sombra

também outra pessoa.


Ouves o sorriso da terra a girar?


A distância entre duas estrelas; os teus seios!


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