Ouves o sorriso da terra a girar?
A distância entre duas estrelas, as paredes quase abraçadas,
as folhas brancas nada incomodadas
pela escuridão do sol, poema
se tu fores palavra, se tu
fores despida,
deslumbrante a tristeza enquanto roda, três passos
uma dúzia de lugares.
Sentados. Sob a casa sombra também não pertencer às paredes, sítio o
teu cabelo deixar, arder
beijar o vento, queimar o corpo
com a língua do luar.
Ouves o sorriso da terra a girar?
Depois falamos sobre o rio na mão do comboio, um apito
que a sonolência ausente ferve na saliva, a ribeira do desconhecido, mais secreta e além
as cartas do sol, uma por uma, pedra na boca escorre o sargaço,
morde o labirinto preso na noite, da chuva
o beijo da mãe na filha adormecida pelo cansaço.
O chão calcinado e não tem nada para fazer, e não tem nada para descrever na culpa da casa.
Morrer depois da tua voz quase geada, mas fatiando
a mão percebeu que não tinha paciência para o sótão, mas
o destino mais secreto do mundo o abraço,
todos temos que fazer um relógio, ao contrário
acordar, não sombra
também outra pessoa.
Ouves o sorriso da terra a girar?
A distância entre duas estrelas; os teus seios!
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