28 novembro 2024

Da terra lavrada, na tua pele semeada

Da terra lavrada, na tua pele semeada, a semente invernal que durante o dia, quando quase noite

se veste de nada,

se irrita com o som das tuas lágrimas, no ventre de uma maçã a despedida de um soldado menino,

trazendo do sono,

um outro destino,

da terra inventada

à seara mendigo,

na terra o meu corpo cremado, e uma mortalha capaz de arder nos lábios, estonteante desta casa agastada

mísera a maré que da tua mão embarca, navega sobre o sol

e se barco eu esperava que fosse,

nem jangada, nem o barco que eu sonhava…

nem tão pouco a terra queimada.


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