Porque choram as candeias nocturnas da paixão,
porque morrem as pessoas de que gosto e amo,
e sofrem
e morrem.
Porque arde esta fogueira,
desajeitada, diurna nas horas adormecidas,
porque gritam aquelas almas penadas
e foragidas.
Porque crescem as ervas daninhas no meu quintal,
e porque voaram todos os pássaros
das árvores do meu quintal; porque ardem
as abelhas floridas da casa.
Porque sinto que vai ser o terceiro desgosto,
porque mereço mais uma janela partida,
porque chove no teu cabelo…
A chuva de Agosto, a chuva sofrida.
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