Árvore da chuva, se das nuvens um palhaço de cera que sabe que o mundo vai ser o início do desconhecido,
Ai que bom o meu olhar tocar no chão, deitar-me quase terra ou quase morte, ou quase água ou quase paixão
O peixe sobre a secretária na espuma de um livro.
Não será preciso um relógio, o toque do sol poema voa sem saber o meu nome, mas também para que ele precisa de saber o meu nome
Se eu também não o sei; se por esquecimento ou se nunca tive um nome, uma delas é.
Tive um barco com rodinhas e com asas e com olhos e com cabelo, em alto-mar minutos depois parecia uma casa envergonhada de tanto amor que não tinha paciência para o meu destino.
Agora sou um desgraçado ambulante, flutuo sem o saber
E quando descobrir que a lua não está no sorriso de uma flor, a desilusão
O abismo.
O medo, uma língua de sono quase em mim e de pouco ou nada perceber porque está tão cristalino o desapego da memória. Tive
Amado tanto compreendido se tão pouco. O vento
Sempre soube do meu pequeno barco, o meu braço descia ao fundo do mar, e na vagina de um coral, quase sempre me escondia da lua.
Sou tão parvo em acreditar nas árvores. Fui tão parvo em ter inventado o rio recusando beijar o corpo.
Hoje navegador distribuído no pautado momento, sifilítico o corredor que separa a terra da casa, hoje
Qualquer coisa uma outra janela amada ou até sentindo
O orgasmo da chuva na minha mão.
Árvore da chuva, se das nuvens um palhaço de cera, que sou e que dizem que sou,
Acreditar que morrerei um palhaço de cera a olhar a árvore da chuva.
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