Para que servem todas estas janelas vestidas de branco,
A água está quase quase cheia de sono, mas e depois?
E se água adormecer no chão terra a luz, e se a água estiver a mentir?
E até tu me mentes como a água como me mentem as árvores, as flores e os pássaros, como até o mar é uma mentira e até as crianças dizem que sou chato.
Para que servirá um cortinado branco e uma rosa prateada se do sol e do silêncio regressam as primeiras palavras que rasguei depois
Que é manhã?
Porque escrevo se não tenho jeito para isto, e para aquilo e depois?
Que faço dizendo quando a ardósia da chuva construir um relógio?
Que horas são?
Sou também um homem não sombra de dúvida constante, que até duvido se nasci ou quase morte deste corpo ou quase todo o labirinto preso à minha mão.
Para que servirá tudo isto? E aquilo?
Claro como o sol e prometendo ao verde que não é uma mentira também...
Também ausente destes dias de vida quase que sou chato e não, tenho que fazer uma viagem longínqua, só.
As árvores de fruto tremendo no frigorífico que esqueceram na cave, no sótão há uma mulher despida na saliva do meu coração, não sei quem é
Também ausente destes dias de vida quase que uma pequena pétala de néon sou
Não.
Trazem o meu olhar dentro de um cubo de vidro fusco, um homem não sombra leva o cubo de vidro para a arrecadação despensa onde habitam batatas arroz feijão manteiga e massa de emagrecer
A tarde já extinta.
Claro como o sol e prometendo ao verde que não é uma mentira também,
Descrevendo cada personagem na tentativa de uma outra casa e de uma outra janela,
Para que servem todas estas janelas vestidas de branco se até o mar me mente?
Aqui vestido sem regresso da cidade!
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