Se não me pertence porque espero que morra a noite e o pão, talvez seja do tempo, do infinito, do vento
que embarga o pensamento, a lágrima
na parede de um corpo ausente
e inventa a palavra do triste livro se o silêncio tão mente
tão espaçado no purgatório.
Troco o corpo, mil beijos escondidos no rio do sítio milagre que o peso da luz
deixa ficar sobre o orvalho.
Sou quase nuvem
nuvem de farrapo envenenado na ausência que eleva até à meia-noite a minha mão contra a janela. Era tão lindo o mar…
A mulher prisioneira de uma sombra e que dança sobre a mesa,
e que escreve o primeiro desejo
na razão se caminha descendo a montanha,
se voa, subindo até à lua,
se triste quando está nua.
O verbo agora uma migalha de dor capaz de voar
na maré cinzenta que me atormenta, e me mata
com a espada e ferindo-me a mão…
A escrita é só um sonho misturado na frase de uma distância anunciada,
o longe me quer, me quer
Tanto como a tristeza e a palavra.
Quase dia quase dia
Quase pesadelo uma criança pedindo um beijo ao jardim flor, se dor
dói depois da esquina onde se escondeu, hoje
hoje apenas um pedaço de nada, de tudo
de tudo quando a luz só me serve para fechar os olhos…
E dormir profundamente até ser uma canção.
(Se não me pertence porque espero que morra a noite e o pão, talvez seja do tempo, do infinito, do vento
que embarga o pensamento, a lágrima
na parede de um corpo ausente
no meu corpo que já nada sente!)
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