As pedras rasuradas que
alimentam os teus olhos
às lágrimas choradas
como ribeiras em declínio
tombando sobre a calçada
vêm as árvores à tua
dócil mão de chocolate adormecido
vens tu procurar-me no
interior da fértil maré que a solidão semeia nos teus seios...
sou filho pródigo do teu
ventre
sou as palavras que
escreves nas pálpebras da inocência
as pedras
rasuradas...
onde deitas o teu cabelo
em pedacinhos amanhecer
sombras e telhados olham
um líquido escorrer...
das folhas enlameadas dos
velhos saberes,
Choram as tuas pedras
rasuradas
um livro recusado à mão
escrever
escorrem de ti as uvas
embriagadas...
em videiras tuas lágrimas
choradas
as pedras
e o feitiço dos lábios
suspensos na tua boca
as pedras
loucas quando adormeces
sobre mim antes de nascer o sol,
Loucas quando... nascer o
sol
as tuas pedras
amarguradas
as tuas doces pedras
rasuradas
que a chuva engole nas
tardes de neblina...
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