04 outubro 2024

As tuas mãos

 

Dóceis, as tuas mãos incendiadas pelo silêncio

De mais

Um dia,

Dóceis, as tuas mãos

Quando poisam sobre a alvorada,

O teu sorriso,

Acorda-se e recorda-se,

Do meu olhar.

 

Dóceis, as tuas mãos incendiadas

Nesta manhã de neblina, do outro lado da rua

Um apito, um uivo inventado por uma árvore

Se às tuas mãos voltassem,

Nas dóceis mãos tuas

A cada meu olhar.

 

Castedo do Douro, 04/10/2024

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