04 outubro 2024

a solidão dos dias sem poesia

 

sem nome

o punhal da insónia

no meu peito

o coração morre

e uma finíssima nuvem de pedacinhos

misturam-se no mar

 

sem nome

dono

o meu coração vagueia

dentro de uma esfera de vidro

 

o punhal da insónia

a solidão dos dias sem poesia

sem nome

sem dono

sem dia

 

o meu coração de vento

sem alegria.

Sem comentários:

Enviar um comentário