Os ângulos rectos do
amanhecer
junto à hipotenusa da tua
boca
em delírio
uma ilha de cristal
acena-me e sou levado
pelo vento
como uma abelha louca
em martírio
antes da morte
o seno das tuas mamas
tangentes ao limite das
ruas paralelas da cidade
um rio em revolta
dando força aos teus
braços
que me sufocam
em círculos
triângulos
rectos do amanhecer
trigonometria
geometria
poesia
ruas e calçadas
madrugadas
cansadas
Os ângulos rectos do
amanhecer
sem palavras para eu
escrever.
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