sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A espada da paixão


Tínhamos no peito a espada da paixão,

Este corpo dilacerado nas cosmopolitas manhãs de incerteza,

O medo de acreditar no amor, quando o amor morreu nos teus braços,

O significado da palavra envenenada,

O silêncio em viagem,

Sem destino,

Correndo para ao mar,

Peço um desejo…

Amar-te sem preconceito,

Não o consigo, só, eu, absorvido na neblina da manhã,

Escrevendo no capim as palavras proibidas,

Que só o teu corpo sabe distinguir do sonho,

Tínhamos no peito…

Os gemidos dos Oceanos entre orgasmos e desenhos,

As palavras de ninguém,

O homem de vidro sobrevoando as mangueiras de um quintal imaginário,

E hoje, e amanhã…

Somos engolidos pelo desejado beijo.

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2015

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