Sento-me a esta
secretária, e esta não é a minha secretária; a minha secretária está ausente de
mim, e dos meus braços, onde os poisava e imaginava-te sentada à minha frente,
de cotovelos suspensos sobre o tampo, dedos entrelaçados e ao nível dos teus lábios,
e colocavas o queixo entre eles como se fossem uma flor sem nome.
Depois, depois desenhavas
um sorriso e ficavas a olhar-me, enquanto eu também te olhava.
E me perdia nos teus
olhos.
Sento-me a esta secretária
e espero, que também te sentes. Enquanto isso, voltei a ler poesia,
E imagino o dia em que tu
te sentas à minha frente, de cotovelos suspensos sobre o tampo, dedos
entrelaçados e ao nível dos teus lábios, e colocavas o queixo entre eles como
se fosse uma flor sem nome.
Sento-me a esta
secretária, e esta nunca será a minha secretária, porque a minha secretária me
espera, porque a minha secretária também te espera e
Sentas-te
à minha frente, de cotovelos
suspensos sobre o tampo, dedos entrelaçados e ao nível dos teus lábios, e
colocavas o queixo entre eles como se fosse uma flor sem nome.