28 agosto 2026

Era o frio mais frio, Do gélido desejo, no silêncio do mel

Era o frio mais frio,

Do gélido desejo, no silêncio do mel

Do beijo rio, no beijo o cisel

Era o frio mais frio,

Do cansado rio, e tu agarras-me

Ao fundo, o penhasco, bem lá no cimo, no cimo de nada

Enquanto o mar, é deus

Enquanto eu, eu não sou nada

 

Era o frio mais frio,

No abraço a canção, que é quase a caneta, ou a espada, espetada

No coração, de uma cobra, apaixonada

Ou até, ou até a voz de uma espingarda

Tão velha, e tão enferrujada

Na noite,

Ela deitada, deitada na mão

De quem a acariciava, de quem ela amava.

 

28/08
05:46