Um mar de rosas se
aproxima, traz com ele a cicuta
E o guardanapo
ensanguentado pela solidão, até
As ruas da cidade, estão
Cansadas do silêncio,
cansadas do olhar vão
Infinito no ser, tão
grande
Como nada ter,
A não ser,
Ser e não o ser.
Bebo a cicuta e percebo
que morto estou, que desde que nasci, que
Até
Ao contrário do sítio encantado,
não mais me encontrei
Nem me encantei,
Não mais te quero sonhar,
ou desejar
Eu pensar que um dia te
sonhei
Um mar de rosas se
aproxima, traz com ele a cicuta
E
Depois será dia,
E depois,
E
Depois,
Noite sem poesia.
22/06
14:48