22 junho 2026

Mar de rosas

Um mar de rosas se aproxima, traz com ele a cicuta

E o guardanapo ensanguentado pela solidão, até

As ruas da cidade, estão

Cansadas do silêncio, cansadas do olhar vão

Infinito no ser, tão grande

Como nada ter,

A não ser,

Ser e não o ser.

 

Bebo a cicuta e percebo que morto estou, que desde que nasci, que

Até

Ao contrário do sítio encantado, não mais me encontrei

Nem me encantei,

Não mais te quero sonhar, ou desejar

Eu pensar que um dia te sonhei

Um mar de rosas se aproxima, traz com ele a cicuta

E

Depois será dia,

E depois,

E

Depois,

 

Noite sem poesia.

 

22/06
14:48