22 junho 2026

Mar de rosas

Um mar de rosas se aproxima, traz com ele a cicuta

E o guardanapo ensanguentado pela solidão, até

As ruas da cidade, estão

Cansadas do silêncio, cansadas do olhar vão

Infinito no ser, tão grande

Como nada ter,

A não ser,

Ser e não o ser.

 

Bebo a cicuta e percebo que morto estou, que desde que nasci, que

Até

Ao contrário do sítio encantado, não mais me encontrei

Nem me encantei,

Não mais te quero sonhar, ou desejar

Eu pensar que um dia te sonhei

Um mar de rosas se aproxima, traz com ele a cicuta

E

Depois será dia,

E depois,

E

Depois,

 

Noite sem poesia.

 

22/06
14:48

Sinceramente, entre tu

E

O

Ubuntu,

 

Prefiro, tu.

 

22/06
11:46

Me dizem os teus olhos, quase que nada me dizem Os teus olhos

Me dizem os teus olhos, quase que nada me dizem

Os teus olhos

Os olhos a quem escrevo, quase que nada me dizem

E nem sei, nada eu sabendo, se os teus olhos lêem o que eu lhes escrevo, no meu insaciável escrever,

 

Me dizem os teus olhos, quase que nada me dizem

O que poderão dizer-me os teus olhos,

Se

Se os teus olhos nem sabem da existência, dos

Meus olhos,

 

Me dizem os teus olhos, que sou um tolo e um louco

Que quase nada me dizem os teus olhos, tão pouco

Os teus olhos ouvem a voz, dos meus olhos

Me dizem os teus olhos, quase que nada me dizem

Os teus

Olhos,

 

Me dizem, me dizem os teus olhos, que nada quase me dizem, a não ser, me olharem

Como se eu fosse um mendigo, um miserável, e

E eu tenho vergonha, medo

Daquilo que os teus olhos me possam dizer, me

Dizem os teus olhos, que quase que nada me dizem

Os teus olhos.

 

22/06
11:34

Tão longe, ao longe a tua mão

Tão longe, ao longe a tua mão

Mais longe ela está, está do outro lado do mar

Está a tua mão tão longe

Longe está a tua mão do meu sonhar

 

Tão longe ela está, está longe a tua mão

Do outro lado do mar ela estará

Está, tão longe que ela está,

Está a mão do meu amar.

 

22/06
11:14

Se eu o soubesse, nada eu sabendo

Se eu o soubesse, nada eu sabendo

Nada,

Se eu soubesse o nome dos teus seios, se eu soubesse

A que sabem os lábios dos teus seios,

 

Se eu soubesse que rio banha os teus seios, meu amor

Se o soubesse, nada eu sabendo

Se eu soubesse a cor dos olhos dos teus seios

Talvez eles sejam o amanhecer,

 

Se eu soubesse, nada eu sabendo

Meu amor, se eu soubesse

Que poema está escrito nos teus seios, de que versos

São feitos os teus seios

 

22/06
11:06

A que sabem as cerejas dos teus lábios

A que sabem as cerejas dos teus lábios, meu amor ausente

O que têm a primavera dos teus lábios

E

Os teus lábios de tão diferente

 

Para eu me encantar

Tanto me encantar

Com a cereja dos teus lábios, meu amor amar

Meu amor e meu mar

 

22/06
10:55

Ausência

Da ausência sentir o ausente e temido, o outro lado do luar

Sentindo, tendo frio

Ser o mar

Ou ser um rio

 

Saber o significado de ser, o outro também ausente

E também temido, nocturno o seja

Cada escrever

E cada sorriso vertido

 

Na lápide do meu amar

Na ausência, o ausente e temido

O outro lado do

Sentindo e o sentir

 

E saber que nunca haverá montanhas em papel

Nem árvores de brincar, nem rios a passear

No silêncio, a correr para o mar

Para o mar ausente

 

22/06
04:37