01 setembro 2026


Grutas da moeda, Fátima – Agosto/26. Foto: Luís Fontinha.

Se despede, a videirinha da uva, e da grainha

Se despede, a videirinha

da uva, e da grainha

o milho, em grão

come-o, come-o a galinha.

 

Se despede, a videirinha

da multidão, o silêncio é oiro

na manhã de alegria, é poesia

o sorriso, o sorriso da videirinha.

 

01/09
09:10

Comi e dormi, com loucos

 

E hoje,

Tenho a certeza; eles não estavam loucos.

 

01/09
09:02

O sono

O sono, veste-se de perfeito, silêncio

Sinto o teu corpo, perfumado, na dor

E te toco, com medo de te acordar

Com medo, com medo

Que o sono, acorde, e que o sono

Traga as trombetas da velha sanzala, sempre

Aqui, dentro de mim

 

Toco-te, e meus deus

O medo de te acordar, o sono

E o teu, sono de mar

Depois, o nosso mar nas labaredas, na mão

Que chora, na mão que acena, a partida

 

Sempre, sempre os meus barcos, meu amor

Sempre o mar, sempre

Em,

Mim

 

O sono, veste-se de perfeito, silêncio

Sinto o teu corpo, perfumado, na dor

E te toco, com medo de te acordar

Com medo, meu amor

Que deixes de olhar o teu mar.

 

01/09
01:58