01 setembro 2026

O sono

O sono, veste-se de perfeito, silêncio

Sinto o teu corpo, perfumado, na dor

E te toco, com medo de te acordar

Com medo, com medo

Que o sono, acorde, e que o sono

Traga as trombetas da velha sanzala, sempre

Aqui, dentro de mim

 

Toco-te, e meus deus

O medo de te acordar, o sono

E o teu, sono de mar

Depois, o nosso mar nas labaredas, na mão

Que chora, na mão que acena, a partida

 

Sempre, sempre os meus barcos, meu amor

Sempre o mar, sempre

Em,

Mim

 

O sono, veste-se de perfeito, silêncio

Sinto o teu corpo, perfumado, na dor

E te toco, com medo de te acordar

Com medo, meu amor

Que deixes de olhar o teu mar.

 

01/09
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