17 maio 2026

O meu abismo detectável e sincero

Que caminha pela estrada da fome

Que tinha uma parábola distante e destemida

Na ausência do teu olhar,

 

Sou só um miserável

Um poeta quase morte

Tão triste como a noite

Tão triste como a tristeza de viver.

 

Francisco

17/05

Daqui à lua é quase dia

Daqui à lua é quase dia

Daqui à lua é quase poesia

Na mão de uma flor

Há luz que encadeia

 

E há luz que nos guia

Daqui à lua nua e sem alegria

A vida e a fome

E a covardia

 

Que sente ou que sentia

A dor no peito

Lá fora que chovia

E o tolo cada vez mais sem jeito

 

Farto desta vida

Ao que sentia o vento endiabrado

Que foi à janela e viu a noite

E se despiu

 

E todo nu disparou contra a cabeça

Meia dúzia de versos sem nexo e sem existência

Daqui à lua é quase dia

Quase dia meu amor

 

Francisco

17/05
06:40

Imagino o teu corpo vestido de nu

Imagino o teu corpo vestido de nu

Imagino no espelho da minha tristeza o teu rosto

Que o imagino

Na minha louca imaginação

 

Imagino o teu corpo no meu corpo

Imagino os teus lábios no meu peito

Eu imagino

E sei que não há jeito

 

Imaginar o que eu imagino

Imagino o teu corpo vestido de nu

E de um só corpo

O meu e o teu corpo eu imaginar

 

Francisco

17/05

16 maio 2026

Tão só a noite, meu amor

Tão só a noite, meu amor

O silêncio

Às vezes tenho saudades de ouvir o miar de um gato, e logo eu que odeio gatos

E logo eu que tenho saudades de ouvir o miar de um gato,


Tão só a noite, meu amor

A sensação de estar morto, a tarde no toque de um quadro

A lareira acesa, sinto frio

E um estranho desconforto,


Tão só, meu amor

A noite que me atormenta

Que não dorme nem que dormir me deixa

Nesta noite, tão só, meu amor; eu.


Francisco

16/05

22:16

a morte - Julho/2015

a morte - Julho/2015