Mostrar mensagens com a etiqueta posia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta posia. Mostrar todas as mensagens

04 dezembro 2024

Quase que uma pequena pétala que come as estrelas da chuva

Quase que uma pequena pétala que come as estrelas da chuva, se não das nuvens as palavras que rasguei depois da tua voz quase que uma árvore, um desejo desenho 

que a minha sombra escreve nos teus lábios. 


Quase que uma fotografia no espelho da casa quando romper do teu corpo nu uma cidade portuária e florida de barcos anónimos, 

quase um abraço no coração da tua mão, quase 

um beijo desejo quando o livro é uma maré de sono e quando 

a insónia é uma maré de amar que quase arde 

no tecto esquerdo da tua voz. 


Quase meu amor que a lua é uma lareira que desce a montanha até abraçar a ribeira, e que corre, 

corre tanto ela que ninguém a apanha, 

à montanha. 


Quase meu amor que não é preciso um relógio para perceber dos teus olhos as estrelas da manhã. 

Quase... 

Meu amor, 

quase, meu amor!


23 maio 2024

cânfora manhã

preciso de uma carta escrita

na palavra dos teus olhos

preciso de um poema teu, no silêncio dos meus lábios

preciso de mais uma cânfora manhã

de todas as cânforas manhãs que me ofereces,

 

preciso de uma carta escrita

na palavra dos teus olhos…!

12 maio 2024

Monstro

 

Haverá sempre um monstro dentro de mim
Haverá sempre em mim,
Uma palavra para ti,
Haverá sempre uma lágrima no silêncio de um monstro
Haverá sempre um desenho
Nas mãos de um monstro.
Haverá sempre um corpo
No corpo de um monstro...
Haverá sempre em mim
Um monstro,
Que vive dentro de um monstro.

11 abril 2024

A gata que toca piano

A gata que toca piano, uma lágrima de olhos vendados, em despedida no rosto da noite

uma madrugada, que é apenas uma palavra,

a fome que é a insónia, que é o desejo da gata que toca piano.

 

A minha mão que não escreve anda.

A flor que é drogada pela luz da manhã, o jardim que acredita ser o mar, e o mar

faz-lhe a vontade, e diz-lhe quão lindas são as suas ondas,

que uma criança apelidou de árvores.

 

O dia que sofre o frio do pólen que é lançado à água pelo comandante deste navio, deste minuto de silêncio em honra da minha voz

os poemas que se suicidam nos teus olhos.

 

O piano agradece os aplausos dos espectadores, a gata, coloca a mão no peito e baixa a cabeça em sinal de agradecimento

se o vento voltar, levará o teu cabelo.

 

Se o vento voltar

o jardim deixará de ser o mar,

e as suas ondas,

serão as estrelas do teu olhar…

 

Se o vento voltar, às lágrimas deste piano.

 

(11/04/2024 – Francisco)

04 março 2024

LÁGRIMA

 

CAI A LÁGRIMA NO CANTEIRO DA INSÓNIA

CAI A MINHA

CAI A TUA

CAI A LÁGRIMA

QUANDO A NOITE VAI SER UM INFERNO;

AMAR.

 

 

(ORGASMO LITERÁRIO)