Há dentro e no cento de
mim que sentado me sinto, cansado
Uma pedra pincelada com
as amoreiras do amanhecer, o ter
E o ser, há dentro e no
centro de mim sentado me sinto, sentado
Junto ao rio e distante
do rio
Há dentro de mim, um
pequeno cordel, um fio
Descendo até à lavrada
terra e semeada terra e escrita terra
Na enxada e na mão de uma
outra pedra
Sentada, lançada, às
feras da noite
Há dentro de mim e no
cento de mim, há uma pedra
Sem nome, sem nome nem
terra
Na terra disfarçada de
terra
Na terra do nada
Que nunca pertenci e que
não pertenço a esta terra, há
No centro de mim e no
distante de mim
A terra e o olhar da
terra
Na tão distante terra
sagrada
10/06
12:43