Zarpou a cabeça em
direcção
ao eixo das abcissas
sem que o limite dos
seios de (x),
quando o (x) tende para o
infinito,
pudesse,
ao menos,
se sentar,
e escutar,
o sorriso do vento.
O sem cabeça,
agora assim conhecido,
agora,
mas se perguntarmos à
derivada
do clitóris,
se amanhã vai chover,
- eu sei-te lá, nada sei,
depois que a razão do inverno, elevado ao destino, qualquer coisa, assim, sim,
amanhã,
chove.
Cabeças muitas nas
planícies
e montanhas
deste caderno
quadriculado,
que não é o fim,
nunca haverá fim,
para o fim-de-semana,
nos teus braços, ou,
sentir,
no meu corpo,
as pedras,
lançadas,
pelo teu olhar…
Era só um sonho.
07/10
20:13