07 outubro 2026

Era só um sonho

Zarpou a cabeça em direcção

ao eixo das abcissas

sem que o limite dos seios de (x),

quando o (x) tende para o infinito,

pudesse,

ao menos,

se sentar,

e escutar,

o sorriso do vento.

 

O sem cabeça,

agora assim conhecido,

agora,

mas se perguntarmos à derivada

do clitóris,

se amanhã vai chover,

- eu sei-te lá, nada sei, depois que a razão do inverno, elevado ao destino, qualquer coisa, assim, sim, amanhã,

chove.

 

Cabeças muitas nas planícies

e montanhas

deste caderno quadriculado,

que não é o fim,

nunca haverá fim,

para o fim-de-semana,

nos teus braços, ou,

sentir,

no meu corpo,

as pedras,

lançadas,

pelo teu olhar…

Era só um sonho.

 

07/10
20:13