Desejar-te
transforma-se num mero
exercício de metafisica,
há janelas que se fecham,
para sempre (querer-te e
ter-te e amar-te),
portas,
que se abrem,
aos poucos,
sonhar é apenas e só,
uma imagem distorcida do
ser,
e de ter,
a pele camuflada
de sílabas assassinas,
que em nada e nunca,
poderão ser,
e desejar-te.
Desejar-te,
nunca mais.
Prefiro resolver mil
equações
diferenciais a,
sonhar-te.
A ter-te,
nos meus
braços,
cada vez,
mais frágeis,
e cada vez,
mais sós,
e já nada faz sentido,
sentir o teu olhar.
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