15 setembro 2026

São os pássaros, o silêncio dos teus lábios É a escuridão, a voz Do teu cabelo

É o mel os teus lábios, na solidão do meu nome

Que nunca, tive, um nome (Cesariny de Vasconcelos?)

E a noite caía sobre os teus braços, das almas

Não aquelas que falam ou que são

(consultem as tabelas dos perfis metálicos), uma areia, sentia

O meu pé, que voava sobre o sorriso, do sol

 

São os pássaros, meu amor

O desejo quando tudo, tudo

Quase parecia, e sentia-o

Tudo perdido

 

São os pássaros, meu amor, a solidão

Das noites, e dos dias, das noites

 

Vadias, e perdidas, na tua mão.

 

São, são os pássaros, o meu amor

 

A melodia, do sono.

 

15/09
21:45