A noite pertence aos
prazeres de sentir
sob o tecto da solidão, a
outra noite,
e a insígnia paixão,
pertence-me.
A noite, pertence-me, e a
tua mão
na distância da lua à
estrela
mais próxima, de mim
que me pertence,
também o teu olhar.
A noite, às vezes,
esconde-se num invisível
fio de água,
e também me pertence,
e também se banha no meu
corpo,
a janela quase encerrada,
que também o é,
quase, madrugada.
Apenas, tenho a noite.
Apenas tenho a vertigem
da tua voz semeada
na tarde outonal,
antes de acordar a noite.
O que será de mim, quando
não houver, mais noite na
minha,
quase outra noite…
24/09
04:23