24 setembro 2026

Os prazeres de sentir

A noite pertence aos prazeres de sentir

sob o tecto da solidão, a outra noite,

e a insígnia paixão, pertence-me.

A noite, pertence-me, e a tua mão

na distância da lua à estrela

mais próxima, de mim

que me pertence,

também o teu olhar.

 

A noite, às vezes,

esconde-se num invisível fio de água,

e também me pertence,

e também se banha no meu corpo,

a janela quase encerrada, que também o é,

quase, madrugada.

 

Apenas, tenho a noite.

Apenas tenho a vertigem

da tua voz semeada

na tarde outonal,

antes de acordar a noite.

 

O que será de mim, quando

não houver, mais noite na minha,

quase outra noite…

 

24/09
04:23