No ventre da terra, cada
rua
é o silêncio
da espada, que sobre o
peito
povoou o mundo,
semeou em todas as
sombras,
o abismo, e o sentido, o
correr
num rio de sangue,
cremada que foi a
labareda
de um olhar,
que hoje,
é,
é a escuridão, de um
olhar
e mais,
nada.
O poeta, está morto.
E da mão das ruas,
e no princípio de
Arquimedes,
o barco sangra dentro das
minhas veias,
a saliva,
e a seiva,
que do capim térreo se
ergueu,
e vendeu a luz,
e debaixo nas profundezas
da terra,
o saber que do outro
lado,
a morte é,
é uma complicação de
ramos
e ramais e de folhas,
invisíveis,
e canais secretos,
e tristes,
como o poeta adormecido;
e morto.
O poeta, está morto.
27)09
14:39