Na cânfora imaginação,
imaginar uma serpente
dentro,
do pão
e dentro da serpente,
mil pães em viagem,
mil barcos quase
ferrugem, quase
uma virgem,
imagem.
E dos barcos vão
nascer flores,
depois vão à escola,
e depois,
quem o sabe,
serão,
doutores.
Mil cadernos eu escrevi,
pensava eu, que a
laminagem da paixão era o pincelar do céu, na mão, do cego,
mas não o é, e também eu,
não o sei.
E quanto ao cego,
ele também não se
interessa,
nem da paixão,
nem do pão,
nem da mão, e de tudo que
rime, com, ão,
apenas,
e só
ouvir o silêncio
de um orgasmo de luz,
sobre o corpo do fotão.
28/09
21:56