28 setembro 2026

Imaginação

Na cânfora imaginação,

imaginar uma serpente dentro,

do pão

e dentro da serpente,

mil pães em viagem,

mil barcos quase ferrugem, quase

uma virgem,

imagem.

 

E dos barcos vão

nascer flores,

depois vão à escola,

e depois,

quem o sabe,

serão,

doutores.

 

Mil cadernos eu escrevi,

pensava eu, que a laminagem da paixão era o pincelar do céu, na mão, do cego,

mas não o é, e também eu, não o sei.

 

E quanto ao cego,

ele também não se interessa,

nem da paixão,

nem do pão,

nem da mão, e de tudo que rime, com, ão,

apenas,

e só

ouvir o silêncio

de um orgasmo de luz,

sobre o corpo do fotão.

 

28/09
21:56