01 setembro 2026

Era a flor colorida da noite em ciúme,

Era a flor colorida da noite em ciúme, no árduo silêncio

que vence o triste sonhar, a estrela sangra, alimenta a fonte

e a seara da montanha,

era a flor, colorida, despida sobre o verbo amar, era

o mar vestido de sentir, que cada palavra

é a alvorada, procurada

e perdida.

 

Era a madrugada, o jardim

a janela camuflada e só, na ardósia da mão

era a flor colorida, talvez em despedida, em

cada rua perdida, na algibeira de um soldado

era a flor, era

o caos e era a dor,

de um homem cansado.

 

01/09
18:50