Era a flor colorida da
noite em ciúme, no árduo silêncio
que vence o triste
sonhar, a estrela sangra, alimenta a fonte
e a seara da montanha,
era a flor, colorida,
despida sobre o verbo amar, era
o mar vestido de sentir,
que cada palavra
é a alvorada, procurada
e perdida.
Era a madrugada, o jardim
a janela camuflada e só,
na ardósia da mão
era a flor colorida,
talvez em despedida, em
cada rua perdida, na
algibeira de um soldado
era a flor, era
o caos e era a dor,
de um homem cansado.
01/09
18:50