É quase um grito, o
oceano teus seios
Sangrando o perfumado e
desejado, luar de inverno
Quando a lareira é apenas
um silêncio, de luz
Sobre o livro poisado na
mão, da noite.
É quase a geada, a tua
doce pele de amêndoa
Na vertigem de uma
janela, na voz ausente
Da migalha que sobrou, do
ontem fumado
No hoje já quase
escuridão.
É quase um grito, o
oceano teu seios
Na vertigem simplificada,
a dor
No peito da árvore, se
cada mão que a toca
É um pássaro
envergonhado, na despedida do amar…
05/09
19:28