05 setembro 2026

É quase um grito, o oceano teus seios

É quase um grito, o oceano teus seios

Sangrando o perfumado e desejado, luar de inverno

Quando a lareira é apenas um silêncio, de luz

Sobre o livro poisado na mão, da noite.

 

É quase a geada, a tua doce pele de amêndoa

Na vertigem de uma janela, na voz ausente

Da migalha que sobrou, do ontem fumado

No hoje já quase escuridão.

 

É quase um grito, o oceano teu seios

Na vertigem simplificada, a dor

No peito da árvore, se cada mão que a toca

É um pássaro envergonhado, na despedida do amar…

 

05/09
19:28