Do outro lado da
lua no luar
lado-a-lado com o mel,
tricolor, abrasador,
e sideral, quando a
espuma da luz,
é o olhar do destino,
quando a vírgula
está junto ao rio,
e o Virgulino,
esse, esse vasculho e
vadio, passeia-se,
e penteia-se,
todas as manhãs,
mas muito longe da
vírgula,
e cada vez,
mais
longe,
do rio,
que o viu nascer.
Do outro lado da
lua no luar
lado-a-lado com o mel,
uma pedra me
é lançada,
também o comestível
inferno que trouxe
um dia
lá de bem longe,
que do outro lado
do
mar,
havia, havia uma
charrua,
e uma
enxada,
e uma vida,
e uma janela,
e uma porta sempre
aberta, e não
uma
porta,
sempre,
sempre uma porta,
fechada.
30/09
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