30 setembro 2026

Do outro lado da lua no luar lado-a-lado com o mel,

Do outro lado da

lua no luar

lado-a-lado com o mel,

tricolor, abrasador,

e sideral, quando a

espuma da luz,

é o olhar do destino,

quando a vírgula

está junto ao rio,

e o Virgulino,

esse, esse vasculho e

vadio, passeia-se,

e penteia-se,

todas as manhãs,

mas muito longe da vírgula,

e cada vez,

mais

longe,

do rio,

que o viu nascer.

 

Do outro lado da

lua no luar

lado-a-lado com o mel,

uma pedra me

é lançada,

também o comestível

inferno que trouxe

um dia

lá de bem longe,

que do outro lado

do

mar,

havia, havia uma

charrua,

e uma

enxada,

e uma vida,

e uma janela,

e uma porta sempre

aberta, e não

uma

porta,

sempre,

sempre uma porta,

fechada.

 

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