27 setembro 2026

Amanhecer

Cada cor que lanço

na tela do teu corpo enquanto te sonho,

e que depois te vou despindo,

à rotação magma de um relógio, sentido

cada cor lançada a escorrer

dos meus dedos,

quando acaricio a tua pele, e descubro

que nos teus seios,

há um mar,

e uma vertigem de silêncio.

 

Cada cor é um sonho e

é um rio descendo a calçada,

a tua pele é o meu infortúnio de pertencer,

e de ser o louco poeta,

a enxada apátrida que o meu destino

me enviou desde a manhã

do abismo,

que cada cor, lançada

na tua pele e nos teus seios,

é a luz de um novo

amanhecer.

 

27/09
19:47