Cada cor que lanço
na tela do teu corpo
enquanto te sonho,
e que depois te vou
despindo,
à rotação magma de um
relógio, sentido
cada cor lançada a
escorrer
dos meus dedos,
quando acaricio a tua
pele, e descubro
que nos teus seios,
há um mar,
e uma vertigem de
silêncio.
Cada cor é um sonho e
é um rio descendo a
calçada,
a tua pele é o meu
infortúnio de pertencer,
e de ser o louco poeta,
a enxada apátrida que o
meu destino
me enviou desde a manhã
do abismo,
que cada cor, lançada
na tua pele e nos teus
seios,
é a luz de um novo
amanhecer.
27/09
19:47