O universo é a melodia abrupta
Da sepultura anónima
Convicta e perfumada
A terra em seus seios
E lugares
Ausentes
Na morte e falta se o facto
Na sorte
A paixão do mar e o pincelar da luz
No corpo nu da primavera e em
Branco sombreado
No jardim da chuva
O teu nome
Está guardado
E inscrito
Na tília lua
A voz da razão
Saberei um dia o teu nome e na difícil
Ternura
Da tua mão
Na água
Também a minha
Mão
Na tua água
Saberei um dia o teu nome?
Na terra que me enfeitiçou
Na natureza
E na alegria
Saber
Dor
O juízo
O tiro na nuca,
Entre o capim e a cubata,
O universo em verso.
02/08
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