02 agosto 2026

Universo

O universo é a melodia abrupta 

Da sepultura anónima 

Convicta e perfumada 

A terra em seus seios 

E lugares 

Ausentes 

Na morte e falta se o facto 

Na sorte 


A paixão do mar e o pincelar da luz 

No corpo nu da primavera e em 

Branco sombreado 

No jardim da chuva 

O teu nome 

Está guardado 

E inscrito 

Na tília lua

A voz da razão 


Saberei um dia o teu nome e na difícil 

Ternura 

Da tua mão 

Na água 

Também a minha 

Mão 

Na tua água 

Saberei um dia o teu nome?


Na terra que me enfeitiçou 

Na natureza 

E na alegria 

Saber 

Dor 

O juízo 

O tiro na nuca,


Entre o capim e a cubata,


O universo em verso.


02/08

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