16 agosto 2026

Por ao quanto, eu sento Me

Por ao quanto, eu sento

Me

E sinto-me, milhafre ferido, placa em vidro

Limalha de aço, eu me sinto

O poema odiado

Quando o abismo, é a fotografia

 

De um mero, e sentido

As palavras são abacates no meu pouco, sentido

Sentado na sombra embargada, na voz de uma espada

Semeada, ela semeia

As nuvens coloridas da maré, sentida

E perdida,

Na boca de uma fotografia.

 

16/08
21:57