O socalco, à enxada que
escreve no xisto
cada traço, e nova viagem
uma viga alveolar no seu
desistir
de continuar
de ser uma viga alveolar
na razão
e no sonhar
Olho-a e nada o é depois de
vir, do outro lado da sombra
o socalco almejar, em
brando foguear, na tristeza quando a raiz de uma pedra procura
na terra
o esconderijo da rua sem
saída, sem
no socalco palmilhado,
rio acima
rio enforcado
Viga alveolar no meu
espelho em frente
ao mar, o que seria do
momento flector e da tensão, e da flecha
e na espada a mão, e no
olhar
o sítio mais obscuro da
morte, morte
da viga alveolar
enquanto o socalco é a dor,
nas asas incandescentes
do luar
06/08
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