02 agosto 2026

O moleque nas sais da alvorada

Dançava o moleque nas sais da alvorada, madrasta

sapiente e em vergonha no seu caminhar, ser

a dança que mais não vai dançar

que mais não vai ter

 

Em si e no corpo, na sombra e na algazarra de um olhar

o ventre jesus, o jesus alimento

e da espada a mordaz

e o sofrimento

 

Da porta por abrir, e dançava nas sais da alvorada

o moleque e a madrasta da vida, e no vergonhar silêncio

o pertencer às masmorras da ausência, e partir

e deixar na escuridão a vontade de sonhar.

 

02/08
18:42