Navegante assíduo das
praias em castelo, no fumo
a terra arde, a terra
consome a fome, que arde, que na lágrima lançada contra a árvore, é a terra que
me afoguenta das ruas da cidade.
A terra arde, a terra
esconde a mão da lápide que me viu morrer, sempre que o rio é vento, sempre
que um barquinho se perca
a me olhar,
sempre que chover, sempre
sempre longe do mar.
Assíduo navegante das
praias em castelo, a terra
no escuro fumo da solidão
o cigarro é uma janela, e
se os cortinados
o quiserem, a lama também
assídua e navegante
se despede da noite,
e despe.
10/08
22:07