10 agosto 2026

Navegante assíduo das praias em castelo

Navegante assíduo das praias em castelo, no fumo

a terra arde, a terra consome a fome, que arde, que na lágrima lançada contra a árvore, é a terra que me afoguenta das ruas da cidade.

 

A terra arde, a terra esconde a mão da lápide que me viu morrer, sempre que o rio é vento, sempre

que um barquinho se perca a me olhar,

sempre que chover, sempre

sempre longe do mar.

 

Assíduo navegante das praias em castelo, a terra

no escuro fumo da solidão

o cigarro é uma janela, e se os cortinados

o quiserem, a lama também assídua e navegante

se despede da noite,

e despe.

 

10/08
22:07