Na fúria de um negro
buraco, na campânula se o sentir
no dizer, no sorrir
da fúria ausente, na
semente, às palavras
a erva, devorada, amada
lançada na maré nocturna
da solidão,
Construir no ouvido a
escuta, no milagre
a fotografia em
despedida, dita
escrita
na terra quase sabão
macaco, no outro corpo
sem corpo, sem
olfacto,
Na fúria de um negro,
buraco
o meu corpo na guerra e
na insónia entre a solidão e a canção do rio, cansado
no dito e no ditado, na
escola, no recreio
porque hoje, hoje é
sábado
na fúria, de um negro
buraco.
08/08
22:07